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O GRITO

O CANTO DAS PALAVRAS - BECRE D. Manuel I - Sex, 11/05/2012 - 11:12

       É sábado  à tarde no centro comercial. Muita gente, um barulho ensurdecedor, um calor asfixiante. De repente, ouve-se um grito cortante. Aquele som desagradável ecoou na minha cabeça. Parei. Toda a gente parou. O barulho parou. O grito parou.     Um silêncio profundo instalou-se no centro comercial até que foi cortado por outro grito estridente e desesperado! Mais uma vez, tudo parou. As pessoas começaram a andar, afastando-se de tudo e de todos. Eu permaneci parada no mesmo lugar.Decidi continuar a minha vida. Quando o meu pé se descolou do escuro e frio chão, um choro suavíssimo sobressaiu no meu das passadas das pessoas. Esse ia-se tornando cada vez mais alto e violento.      Gritos de desespero e tortura ressoaram nos meus ouvidos! Não parava! Gritava e chorava sem parar! Entrei em pânico. Comecei a correr perdida! Procurei a origem do som, mas parecia vir de todas as direções! Parei e olhei em meu redor. Fiquei espantada! As pessoas continuavam as suas vidas, as suas compras.Como era possível ignorarem um choro terrível e um grito de ajuda? Corri em direção a um casal. A minha expressão de pânico preocupou-os.     - Não ouvem? Não ouvem? Porque o ignoram? – Perguntei.     - Está-se a sentir bem? Não ouvimos o quê? – Responderam eles.     - O GRITO! NÃO O OUVEM?! – Voltei a questionar.     Gritei isto com todas as minhas forças. O casal assustado começou a fugir.Encostei-me a uma parede e deixei-me escorregar até ao chão. Estaria a endoidecer? Estaria a imaginar? Estaria doente? Pensei. Só depois me apercebi que o choro e o grito tinham parado. Os meus olhos perderam a força e senti-me tão fraca…O meu corpo cambaleou para o lado e o meu coração parou.Era eu. Era eu que gritava. Era eu que precisava de ajuda. Eu desapareci…                                                                                                  
 Joana Perestrelo      
Profª Alexandra Soares            
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O CANTO DAS PALAVRAS - BECRE D. Manuel I - Sex, 11/05/2012 - 10:47

A minha janela
      Quando abro a janela do meu quarto vejo tudo o que alguém que gosta da natureza pode admirar. Assim que a deslizo suavemente para o lado, sinto uma brisa. Uma brisa fresca, calma e pura. Nem sempre é calma, pois quando as nuvens se zangam, sopram com tanta força que transformam essa agradável brisa em ventos violentos e cheios de raiva. Às vezes, o Sr. Sol decide aparecer e com o seu energético sorriso ilumina a minha bela vista.      E querem saber como é essa beleza da natureza? Eu digo-vos! À minha frente vejo um vasto campo cheio de flores e relva tão verdinha como as ervilhas minúsculas que a minha mãe põe na sopa. Não é uma comparação muito boa, eu sei, mas foi o melhor que eu consegui arranjar.Continuando, mesmo à frente do meu muro estão as minhas amigas figueiras, a Careca e a Calma. Pessoalmente gosto mais de chamá-las  C.C. São muito queridas, apesar de não fazerem nada…mas pronto, eu gosto muito delas.     À minha direita está a casa da minha vizinha que está sempre a gritar com o marido. Coitado! O que o senhor tem que aturar.À minha esquerda tenho uma pequena estrada que separa a minha casa de outro grande campo. Esse campo está sempre cheio de vacas!    E é isto que eu vejo quando abro a minha janela...
Joana Perestrelo - 6ºFProfª Alexandra Soares
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Os doze irmãos

BECRE Dom Paio Peres Correia - Sex, 11/05/2012 - 09:33

Em tempos idos, pensava-se que cada um dos Doze Dias de Natal, de 26 de Dezembro a 6 de Janeiro, funcionava como um prenúncio do que os doze meses do ano seguinte viriam a ser. As pessoas analisavam o tempo meteorológico desses doze dias e faziam previsões, jogos, trocavam histórias, e divertiam-se, com o intuito de que o novo ano fosse benéfico. Esta história da República Checa recorda-nos que cada mês do ano é especial, e que o conjunto dos doze meses formam o círculo, ou ano. A mudança das estações reflete o ciclo da existência humana, começando pelo início da vida (solstício de inverno), e passando pela infância (primavera), a idade adulta (verão), a maturidade (outono), a velhice e a morte (de novo o inverno). O destino das duas irmãs da história recorda-nos também que uma vida que respeita a Natureza contém as suas próprias recompensas, enquanto uma vida que a desrespeita pode acarretar consequências desastrosas. * * *Numa floresta longínqua, viviam uma viúva e duas raparigas. Uma era a sua filha, Holena, e a outra era a sua enteada, Marusha. Holena era feia e mimada, enquanto Marusha era bonita e tinha de desempenhar as tarefas todas. Era ela quem ia ao poço, todas as madrugadas, buscar água, quem esfregava e cozinhava, e quem fiava e tecia até ao anoitecer. À medida que as raparigas iam ficando mais velhas, a reputação de Marusha como jovem bela e trabalhadora ia crescendo, enquanto a reputação de Holena como moça indolente aumentava. Em breve a viúva deu-se conta de que, a não ser que a enteada saísse de casa, ninguém iria casar com a preguiçosa Holena. Num dia de inverno rigoroso, a madrasta chamou Marusha e disse-lhe:— A tua irmã quer violetas. Vai buscar-lhe algumas.Era sua intenção que a enteada fosse devorada pelos lobos esfaimados que costumavam errar pela floresta. — Mas onde vou eu encontrar violetas em pleno inverno? — exclamou Marusha, enquanto a empurravam para fora de casa, envergando ela apenas um fino vestido. A tremer, devido ao vento agreste do norte, Marusha caminhou até ao cair da noite, cheia de medo do uivar dos lobos, que pareciam aproximar-se cada vez mais. Estava quase a desistir da busca, a deitar-se na neve e a adormecer para sempre, quando se apercebeu do cintilar de uma luz no cimo da colina. Então, cambaleou até à luz acolhedora na esperança de encontrar abrigo.Contudo, quando Marusha atingiu o cume da encosta, recuou, espantada. A cena com que deparou era diferente de tudo o que presenciara até então, e parecia uma história dos tempos antigos. Diante dela ardia uma enorme fogueira. À volta, sentados em silêncio num círculo de doze pedras, doze homens fitavam-na. Também eles não se pareciam com nenhum homem que Marusha vira antes. Três eram idosos, com longas barbas brancas, e vestiam de azul-‑escuro. Os três vestidos de púrpura eram de meia-idade e outros três vestiam de escarlate. Os três mais jovens vestiam de branco e verde. Na pedra maior de todas, estava sentado o mais velho de todos, com um bordão na mão. Marusha fez-lhe uma vénia respeitosa e pediu:— Por favor, senhor, será que posso aquecer-me junto da fogueira?O velho respondeu numa voz grave:— Quem és tu, minha filha, e porque caminhas pela floresta à hora a que os lobos vagueiam? Marusha falou-lhe das violetas e o velho disse:— Vieste ter ao lugar certo, pois somos os Doze Irmãos do ano. Eu sou Janeiro, chefe de todos os outros. Não posso dar-te violetas, mas o meu irmão Março pode.O velho Janeiro levantou-se e cedeu o lugar a um dos jovens de branco e verde. Mal este se sentou no lugar do chefe, a neve em torno deles derreteu. Despontaram, então, árvores e violetas. — Depressa, leva-as contigo! — ordenou o jovem Março, com uma voz tão penetrante como o vento. A rapariga colheu as violetas e, depois de lhe agradecer, correu de volta para casa. A viúva olhou, incrédula, para as flores de cor púrpura que a enteada trazia nas mãos. — Onde encontraste violetas em Janeiro? — quis saber. — Acolá, na colina — respondeu a rapariga.Uns dias mais tarde, a viúva tentou um novo estratagema. Desta vez disse:— A tua meia-irmã precisa de morangos. Vai e não voltes sem eles!E empurrou Marusha para fora de casa, sem que esta tivesse os sapatos calçados. A madrasta achava que, apesar de ter sido possível encontrar algumas violetas por entre a neve, não haveria decerto morangos nenhuns. E a rapariga regressou para junto das figuras silenciosas que circundavam a fogueira na colina. Os Doze Irmãos escutaram em silêncio o seu pedido e, de novo, o velho Janeiro pediu a um irmão mais jovem que tomasse o seu lugar. Mal Junho, vestido de escarlate, se sentou no lugar do chefe, espalhou-se pela colina um Verão glorioso. As abelhas começaram a zumbir em torno das flores brancas dos morangueiros, que logo desabrocharam e originaram frutos maduros. — Leva os que quiseres — disse Junho, soltando uma gargalhada alegre.Marusha colheu os frutos e agradeceu a Junho a sua bondade. Quando regressou a casa, deu os morangos a Holena, que os comeu avidamente.— E, já agora, onde encontraste estes? — perguntou a viúva, com o olhar desconfiado.— Sob as árvores do abrigo da montanha — foi tudo o que Marusha lhe respondeu.Alguns dias mais tarde, Holena pediu maçãs à mãe, que enviou a enteada em busca delas, sem sequer um lenço para proteger-lhe a cabeça. O vento soprava ainda mais fortemente e a neve estava cheia de cristais de gelo. À medida que caminhava com custo, Marusha tentava não prestar atenção aos olhos brilhantes dos lobos por entre as árvores escuras. Quando chegou ao topo da colina, pela terceira vez, pediu de novo ajuda aos Doze Irmãos. E, de novo, Janeiro cedeu o seu lugar, desta vez ao magnífico Setembro, vestido de púrpura. De repente, ei-los rodeados pelo Outono. As folhas ficaram de cor laranja, amarela e vermelha, e uma macieira carregou-se de frutos. — Abana-a, minha filha — encorajou-a Setembro, com um sorriso doce e uma voz madura. Marusha abanou a árvore e caíram duas maçãs perfeitas. Depois de agradecer a Setembro a sua amabilidade, a rapariga levou as maçãs para casa. Holena engoliu as maçãs num ápice e pediu mais, pois tinha-as achado ainda mais deliciosas do que os morangos. Enquanto a viúva congeminava novas formas de se livrar da enteada, Holena pediu à mãe:— Mãe, empresta-me o teu melhor casaco de pele e as tuas luvas. Tenho a certeza de que a Marusha guarda a maior parte da fruta para ela e quero ir procurar o seu esconderijo. Depois de muito protestar, a viúva acabou por aceder ao desejo da filha. Holena embrulhou-se no casaco de pele com carapuço e saiu de casa. A arfar, e com o nariz vermelho do frio, atingiu, por fim, o topo da colina. Sem sequer cumprimentar os Doze Irmãos, ou pedir-lhes permissão, aproximou-se da fogueira para se aquecer. O velho Janeiro perguntou:— Quem és tu, minha filha, e o que queres de nós?Holena sacudiu a cabeça e respondeu:— O que eu quero não é da tua conta, velho tonto!Janeiro, com a barba branca cheia de gelo, levantou-se, zangado, e lançou um grito que mais parecia o prolongamento dos ventos sibilantes do inverno. Holena caiu de costas, aterrorizada. Mal o velho volteou o seu bordão em torno da cabeça da rapariga, começaram a cair enormes flocos de neve. Holena fugiu do círculo de pedras e foi em busca do lugar de onde viera. Mas os flocos tinham coberto as suas pegadas e ela não conseguia encontrar o caminho. Enquanto fugia da raiva do velho, a neve ia-se acumulando em seu redor. Acabou por cair num buraco fundo, que a soterrou. Em casa, a viúva aguardava, cada vez mais ansiosa, o regresso da filha. Vestiu o seu segundo melhor casaco de pele, calçou as segundas melhores luvas, e foi em busca de Holena. Como a fúria de Janeiro ainda não tinha abrandado, a tempestade de neve durou a noite inteira e nunca mais ninguém viu a viúva ou a filha. Marusha continuou a ser diligente: fez o jantar, deu de comer à vaca e encheu o fuso de linha. Quando a madrasta e a meia-irmã não voltaram à noite, foi à janela ver o tempo: a neve tinha cessado e as estrelas cintilavam no céu limpo, no silêncio da noite. Curiosamente, não sentia medo ou solidão, porque sabia que os Doze Irmãos tomavam conta do ano. Viveu sempre com as bênçãos deles no seu coração e, quando se casou e foi mãe, ensinou os filhos a ver cada mês como um tio, com diferentes prendas para oferecer, e a agradecer sempre as graças próprias de cada estação do ano.Caitlín Matthews; Helen CannFireside StoriesBath, Barefoot Books, 2007(Tradução e adaptação) http://contadoresdestorias.wordpress.com/A Equipa Coordenadora do Clube das Históriases@contadoresdehistorias.com
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Moto movida a ... NADA!!!

BECRE Dom Paio Peres Correia - Sex, 11/05/2012 - 09:27
Basta derrotar os lobbies do petróleo.
SÓ!...
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Exposição de Oficina de Artes: Assemblagem

Deem um saltinho ao Gabinete do Aluno e apreciem as explorações artísticas realizadas pelo 12º E:
EXPLORAÇÕES ARTISTICAS DO 12ºE
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Dia da Europa


No primeiro período escolar, as Turmas dos Cursos profissionais de TIETDIE e TOE, do 11º ano, produziram, na Área de Integração, brochuras sobre a História da União Europeia, desde o inicio da cooperação entre países com vista ao fim das rivalidades até aos dias de hoje.A nossa Biblioteca foi, nessa altura, mais uma vez a anfitriã de uma exposição aberta à Comunidade escolar que pretende dar visibilidade aos trabalhos dos alunos.Agora, para assinalar o Dia da Europa, as brochuras foram objeto de seleção e compiladas num e-book:

Open publication - Free publishing - More europa

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DIA DA EUROPA - 9 de maio

Tendo em vista a aproximação dos cidadãos europeus ao antigo conceito de união dos povos da Europa,comemora-se, hoje, dia 9 de Maio, o dia da Europa.
 Este dia é comemorado a 9 de maio dado que foi nessa data que Robert Schuman, estadista francês, avançou com a proposta de criar uma entidade europeia nacional. Essa proposta ficou conhecida como a Declaração Schuman, o embrião da atual União Europeia.

                                                                                         


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A origem da designação EUROPA

Ainda se recorda da lenda de Europa?

Zeus e Europa             Zeus e Europa ( vaso grego)

      Europa era uma linda princesa fenícia. Como ainda não chegara à idade de casar, vivia com os pais num magnífico palácio e tinha por hábito dar longos passeios com as amigas nos prados e nos bosques. Certo dia quando apanhava flores junto da foz de um rio, foi avistada por Zeus (o deus supremo) que se debruçava lá do Olimpo observando os mortais. Fascinado com tanta formosura, decidiu raptá-la. Para evitar a fúria da sua ciumentíssima mulher, quis disfarçar-se. Nada mais fácil para quem tem poderes sobre naturais! Tomou a forma de um touro. Um belo touro castanho com um círculo prateado a enfeitar a testa. Desceu então ao prado e deitou-se aos pés da Europa.      Ela ficou encantada por ver ali um animal tão manso, de pelo sedoso e olhar meigo. Primeiro afagou-o, depois sentou-se-lhe no dorso e... o touro disparou de imediato a voar por cima do oceano. A pobre princesa ficou assustadíssima. Mas não tardou a perceber que o raptor só podia ser um deus disfarçado, pois entre as ondas emergiam peixes, tritões e sereias a acenar-lhes. Até Posídon apareceu agitando o seu tridente. Muito chorosa, Europa implorou que não a abandonasse num lugar ermo. Zeus consolou-a, mostrou-se carinhoso, prometeu levá-la para um sítio lindo que ele conhecia fora da Ásia.      Prometeu e cumpriu. Instalaram-se na ilha de Creta e tiveram três filhos que vieram a ser famosos. Agora o nome da princesa é que ficou famosíssimo! Agradou a poetas da Grécia Antiga que passaram a chamar Europa aos territórios para lá da Grécia. E agradou ao historiador Hérodoto, que no séc. V a.C foi o primeiro a chamar Europa a todo o continente. 
in A Europa dá as Mãos, Ana Maria Magalhães/Isabel Alçada  Centro de Informação Europeia Jacques Delors, 1995.
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À procura de um tesouro

O CANTO DAS PALAVRAS - BECRE D. Manuel I - Seg., 07/05/2012 - 09:32

            Há muitos, muitos anos, vivia numa ilha deserta um jovem aventureiro que era procurador.          Andava há algum tempo à procura de um tesouro. Foi pedir indicações a um velho, um velho muito velho e perguntou:         -Senhor,  sabe onde é a gruta dos Piratas Amaldiçoados?         -Sim, meu jovem, tenho  um mapa, posso-te dar se quiseres.         -Está bem!         O jovem aventureiro despediu-se do seu amigo “velho”. Seguindo o mapa, parte à aventura, de barco. No caminho encontra um amigo, o Harry, que vai com ele no barco.Seguindo a rota descrita no mapa, deparam-se com um grupo de piratas a fazer descarga de ouro.Os piratas, ao verem que estavam a ser observados, ficaram muito zangados e mandaram-nos parar junto deles.Os dois amigos ficaram encurralados. Os piratas prenderam-nos com uma corda ao seu barco, até que Harry teve uma ideia brilhante: lembrou-se que tinha um punhal no bolso.Cortou a corda e safaram-se, atirando-se para dentro de águas. Foram para o barco e puseram-se em fuga a caminho da ilha.Quando chegaram olharam para o mapa e viram que estavam a norte da ilha. Ancoraram e foram para o meio da ilha  seguindo as indicações do mapa. Quando lá chegaram verificaram que lá morava um inimigo dele de há muito tempo - o anão, que era um homem de estrutura baixa e o seu irmão, o gigante, que era de estrutura bastante alta.O azar foi que os dois irmãos se aperceberam que tinham companhia na ilha e descobriram que eram os seus inimigos. Perseguiram-nos até à gruta dos Piratas Amaldiçoados.Conseguiram capturar o aventureiro e o seu amigo, levaram-nos e prenderam-nos numa jaula. Estes ficaram lá durante algum tempo.Eles são condenados à morte.Harry, com o seu punhal castanho, conseguiu enfraquecer o cadeado e libertar-se mais uma vez dos bandidos. Foram a correr para a gruta, escavaram um buraco e fizeram uma armadilha para que os inimigos caíssem e ficassem lá presos.Ao escavarem o buraco descobriram o tesouro lá enterrado que tanto procuravam.E regressam a casa. Mas os aliados do inimigo, sabendo que eles tinham descoberto o tesouro, perseguem-no até à sua casa tentando roubá-lo.Mas o aventureiro e o amigo temendo que lhes roubassem o tesouro e lhes fizessem mal, dirigiram-se à polícia e contaram o que tinha acontecido.Fazendo assim com que os bandidos fossem presos.Fernando Reis - 5ºBProfª Paula Amaral
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Biblioteca da Secundária Dr. Jorge Correia - Seg., 07/05/2012 - 08:30


Nesta semana em que se comemora o Dia da Europa, desafiamos os nossos visitantes a realizar o puzzle relativo aos países que a compõem.

Puzzle EUROPA
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Dia da Mãe

BECRE Dom Paio Peres Correia - Dom, 06/05/2012 - 00:30
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo. Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.
Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.No Brasil, o Dia das Mães é celebrado no segundo domingo de Maio, conforme decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas.Em Israel o dia da mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o dia da família em Fevereiro.
Dia da Mãe nos próximos anosDia da Mãe 2012Domingo, 06 de Maio de 2012Dia da Mãe 2013Domingo, 05 de Maio de 2013Dia da Mãe 2014Domingo, 04 de Maio de 2014Dia da Mãe 2015Domingo, 03 de Maio de 2015
Mais informação e actividadesWikipediaMinervaDia da MãeEducomCalendário 2012Vários sites
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LUA ADVERSA

O CANTO DAS PALAVRAS - BECRE D. Manuel I - Sáb, 05/05/2012 - 22:03

Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles, in 'Vaga Música'

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Testemunho da aluna vencedora do VIII Bibliopaper das Letras

              O Bibliopaper das Letras, cuja oitava edição decorreu no dia 21 de março, foi uma brilhante iniciativa por parte da professora Antonieta Couto.          É um evento que nos permite conhecer pessoas criativas com espírito crítico e muito talento e nos permite tomar conhecimento de outros géneros literários e autores que até então desconhecíamos ou ainda não faziam parte do nosso rol de leituras. Além disso, também nos ajuda a desinibir, de maneira a que ganhemos segurança e um à vontade em público e desenvolvamos capacidades de comunicação. Assim, acabamos por revelar, não só a nós próprios – porque muitas vezes não temos noção daquilo que valemos – mas também aos outros, capacidades que de outra maneira continuariam escondidas. Em adição, ainda temos a valorização do nosso eu, que se exprime e impõe nas três provas propostas, uma vez que a sensação de ser aplaudido, embora seja, por um lado, assustadora – porque somos o centro das atenções e todos os olhares estão pousados em nós –, é também avassaladoramente agradável, porque é bom sermos reconhecidos e dá-nos vontade de continuar a apostar naquilo que gostamos de fazer e, consequentemente, em quem somos. Raquel Silva (11º C1)


VIII Bibliopaper 2012 More PowerPoint presentations from Ana Cristina Matias
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Exposição: A mãe






Em homenagem a todas as mães biológicas ou afetivas , está a decorrer na Biblioteca, de 2 a 11 de maio, a exposição: A Mãe.Visita-nos. Observa os quadros, os romances, os poemas e os DVD sobre o tema que para ti selecionámos. Quem sabe não queiras requisitar um para ler em casa.
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Serafinstórias - os contos e os livros


Numa iniciativa da biblioteca escolar, recebemos, no dia 27 de abril, no auditório, com muito prazer e entusiamo, o contador de histórias Jorge Serafim, ou simplesmente Serafim. Humorista sobejamente conhecido do mundo televisivo, Serafim reparte-se por outra atividade menos mediática, mas igualmente interessante. É da sua faceta de contador de histórias da tradição oral que falamos e foi nessa qualidade que o recebemos, ouvindo as histórias e historietas que tanto enaltecem a nossa cultural e a mantêm viva e nos distraem das tecnologias que nos consomem tanto do nosso tempo. Pretendíamos que o conteúdo “contos de autores do século XX”, integrado no programa de 10º ano de Português, tivesse um início motivador e apelativo, por isso foram organizadas duas sessões. Uma primeira às 10h:05 que recebeu as turmas 10ºA1, 10º A2, 10º C1 e 10º C3; uma segunda, às 11h:40 que acolheu as turmas 10ºA3, 10º C2, 10ºE, 10ºB+A4, 10º TOE. Numa como noutra sessão, Serafim revelou ser um verdadeiro cultivador e manipulador da palavra, fazendo-a soar com um sabor e musicalidade alentejanos, a que adicionou uma sensibilidade e atenção pelo mundo que nos rodeia. As histórias, em que habitam personagens caricatas, que vivem situações rocambolescas e absurdas, Serafim cozinha-as com a sátira aos bons e maus costumes, juntando-lhe uma pitada de Stand-Up comedy, misturada com nonsense, que resulta numa rajada de gargalhadas geral.  














A professora, Maria Antonieta Couto
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Mãos de mãe

BECRE Dom Paio Peres Correia - Sex, 04/05/2012 - 13:18
Noite após noite, a minha mãe vinha aconchegar-me, mesmo quando eu já deixara há muito de ser criança. Tal como outrora, inclinava-se sobre mim, afastava o meu cabelo comprido e beijava-me a testa. Não me lembro de quando o gesto das suas mãos a afastar o meu cabelo começou a irritar-me. Mas aborrecia-me deveras que ela passasse as mãos ásperas e gastas pelo trabalho sobre a minha pele macia. Uma noite gritei, zangada:—Não faças mais isso! As tuas mãos são muito ásperas!A minha mãe não disse nada, mas nunca mais aquele gesto de amor rematou os meus dias. Continuei acordada muito tempo depois de ter proferido aquelas palavras, que agora me perseguiam. Contudo, o orgulho abafou a consciência e não consegui dizer-lhe o quanto lamentava tê-las proferido. Os anos foram passando, sem que a memória daquela noite se apagasse. O incidente, que ora parecia recente ora se afigurava longínquo, nunca me saiu da mente e eu comecei a ter saudades daquele gesto que reprimira.Hoje a minha mãe já ultrapassou os setenta anos e as mãos que outrora achei tão ásperas ainda trabalham para mim e para os meus. É ela que tem sido a nossa médica, ao procurar no armário o remédio para aliviar uma dor de estômago ou de um joelho ferido dos mais novos. É ela que faz o melhor frango frito do mundo, que tira as nódoas das calças de ganga como eu nunca consegui, que ainda insiste em servir gelado a qualquer hora do dia ou da noite. Ao longo dos anos, as mãos da minha mãe trabalharam durante horas incontáveis, muito antes de haver máquinas de lavar e tecidos resistentes que não engelham.Agora, os meus filhos já são crescidos e independentes e o meu pai já faleceu. Em ocasiões especiais, vou passar a noite com ela. E foi assim que, numa véspera do Dia de Ação de Graças, quando eu começava a adormecer no quarto da minha infância, senti uma mão conhecida, que passava, hesitante, pelo meu rosto, para afastar o cabelo da minha testa. Quando um beijo, sempre igualmente gentil, pousou no meu sobrolho, recordei, pela milésima vez, a noite em que a minha voz jovem e ríspida soara indignada:—Não faças mais isso. As tuas mãos são muito ásperas!Então, segurando a mão da minha mãe, disse-lhe o quanto lamentava aquela noite. Pensei que, como eu, ela se lembrasse... Mas a minha mãe não sabia do que eu estava a falar, pois há muito que tinha esquecido e perdoado.Naquela noite, adormeci profundamente grata pela presença da minha mãe e pelo carinho das suas mãos. E a culpa que eu tinha carregado durante tantos anos desvaneceu-se. Louisa Godissart McQuillenJack Canfield, Mark Victor Hansen A Second Chicken Soup for the Woman's SoulHCIbooks, Deerfield Beach, 1998(Tradução e adaptação)A Equipa Coordenadora do Clube das Históriashttp://contadoresdestorias.wordpress.com/es@contadoresdehistorias.com
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Bons ofícios - a poesia está na escola e em toda a parte

Afonso Dias, actor e músico, animou duas sessões da atividade Bons Ofícios - a poesia está na escola e em toda a parte - no auditório da nossa Escola no dia 23 de Abril.
Pela estreita articulação com o Programa de Português, a equipa da Biblioteca convidou as turmas que têm aulas dessa disciplina às horas das sessões marcadas - 10:05 e 11:40h. Assim, os alunos das turmas 10º TCM1, TCM2, TIG, TAGD; 11º A3, B e 12º TGPSI revelaram estar recetivos a apreciar a poesia como essência do belo e a acompanhar a interpretação de várias músicas por Afonso Dias em que a beleza e o sentido preciso das palavras são valoriozados.





A professora bibliotecária, Ana Cristina Matias
Categorias: Bibliotecas Escolares

Biblioteca da EB2/3 D. Manuel I

Biblioteca da EB2/3 D. Manuel I


 

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