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O CANTO DAS PALAVRAS - BECRE D. Manuel I

Conteúdo sindicado
CANTO DESTINADO ...
Actualizado: há 17 horas 29 minutos atrás

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Dom, 01/05/2016 - 10:34

Quando Eu For Pequeno
Quando eu for pequeno, mãe, quero ouvir de novo a tua voz na campânula de som dos meus dias inquietos, apressados, fustigados pelo medo. Subirás comigo as ruas íngremes com a certeza dócil de que só o empedrado e o cansaço da subida me entregarão ao sossego do sono.
Quando eu for pequeno, mãe, os teus olhos voltarão a ver nem que seja o fio do destino desenhado por uma estrela cadente no cetim azul das tardes sobre a baía dos veleiros imaginados.
Quando eu for pequeno, mãe, nenhum de nós falará da morte, a não ser para confirmarmos que ela só vem quando a chamamos e que os animais fazem um círculo para sabermos de antemão que vai chegar.
Quando eu for pequeno, mãe, trarei as papoilas e os búzios para a tua mesa de tricotar encontros, e então ficaremos debaixo de um alpendre a ouvir uma banda a tocar enquanto o pai ao longe nos acena, lenço branco na mão com as iniciais bordadas, anunciando que vai voltar porque eu sou                                                        [pequeno e a orfandade até nos olhos deixa marcas.

José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia" 






Pequeno Poema
Quando eu nasci, ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias, nem o Sol escureceu, nem houve estrelas a mais... Somente, esquecida das dores, a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci, não houve nada de novo senão eu.
As nuvens não se espantaram, não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme, bastava toda a ternura que olhava nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama, in  “Antologia Poética”
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NOVIDADES EDITORIAIS

Qui, 28/04/2016 - 10:52


SinopsePlano Nacional de LeituraLivro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.
Autora dos êxitos Será Que Tudo Me Acontece Por Acaso? e O Primeiro Ano de Uma Escola Fantástica, Margarida Fonseca Santos volta a surpreender com a criatividade da sua escrita. Neste livro somos transportados até S. Pedro de Moel, onde o jovem Daniel costuma passar as férias de Verão. Este ano, além de reencontrar os amigos dos anos anteriores conhece um amigo novo que vem do mundo dos sonhos e tem a forma de um belíssimo peixe azul. Mas este peixe é apenas o início de uma espantosa série de peripécias que irão suceder. Imperdível! O Peixe Azul de Margarida Fonseca Santos



Uma enorme aventura aguarda a irmã mais velha. A Maria vai estudar um ano para os Estados Unidos da América e deixa para trás uma família muito ansiosa e um namorado que não aguenta nada bem a sua ausência! Um mundo de emoções e muita agitação aguarda-a nesta sua inesquecível experiência do outro lado do Atlântico. A Maria parte cheia de entusiasmo por ter uma nova escola, uma nova família e uma nova “irmã”. Contudo, a pouco e pouco, vai-se sentindo dividida entre dois mundos separados por um oceano. Será que aguenta o embate? A separação? As saudades? É tudo tão diferente! Por um lado, a novidade: os bailes, as festas, as aulas, os novos professores, os colegas, a família e, quem sabe, uma nova paixão… Por outro, aquela dor no coração que não a deixa esquecer o seu Portugal, a sua família, os seus amigos… E tudo piora com a aproximação do Natal! Como irá a Maria resolver este desafio tão complicado, quando tem apenas 17 anos?
Maria Atravessa o Atlântico, de Margarida Fonseca SantosMaria João Lopo de Carvalho
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Seg., 25/04/2016 - 19:18

EU SOU PORTUGUÊS AQUI
Eu sou portuguêsaquiem terra e fome talhadofeito de barro e carvãorasgado pelo vento norteamante certo da morteno silêncio da agressão.
Eu sou portuguêsaquimas nascido deste ladodo lado de cá da vidado lado do sofrimentoda miséria repetidado pé descalçodo vento.
Nascideste lado da cidadenesta margemno meio da tempestadedurante o reino do medo.Sempre a apostar na viagemquando os frutos amargavame o luar sabia a azedo.
Eu sou portuguêsaquino teatro mentirosomas afinal verdadeirona finta fácilno gozono sorriso dolorosono gingar dum marinheiro.
Nascideste lado da ternurado coração esfarrapadoeu sou filho da aventurada anedotado acasocampeão do improviso,trago as mão sujas do sangueque empapa a terra que piso.
Eu sou portuguêsaquina brilhantina em que embrulho,do alto da minha esquinaa conversa e a borrascaeu sou filho do sarilhodo gesto desmesuradonos cordéis do desenrasca.
Nasciaquino mês de Abrilquando esqueci toda a saudadee comecei a inventarem cada gestoa liberdade.
Nasciaquiao pé do marduma garganta magoada no cantar.Eu sou a festainacabadaquase ausenteeu sou a brigaa luta antigarenovadaainda urgente.
Eu sou portuguêsaquio português sem mestremas com jeito.Eu sou portuguêsaquie trago o mês de Abrila voardentro do peito.

Eu sou português aqui
Obras de José Fanha


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DIA MUNDIAL DO LIVRO

Sáb, 23/04/2016 - 21:35

Os Livros Estão Sempre Sós
 Os livros estão sempre sós. Como nós. Sofrem o terrível impacto do presente. Como nós. Têm o dom de consolar, divertir, ferir, queimar. Como nós. Calam a sua fúria com a sua farsa. Como nós. Têm fachadas lisas ou não. Como nós. Formosas, delirantes, horrorosas. Como nós. Estão ali sendo entretanto. Como nós. No limiar do esquecimento. Como nós. Cheios de submissão ao serviço do impossível. Como nós.
Ana Hatherly, in “Tisanas”






A 23 de abril de 2016 comemora-se o 400º aniversário da morte dos escritores Shakespeare e Cervantes, reconhecidos dramaturgos que escreveram histórias imortais como “Romeu e Julieta” e “D. Quixote de la Mancha”.Para homenagear este aniversário foi instituído em 1996, pela UNESCO, o Dia Mundial do Livro que se comemora, desde então, a 23 de abril.



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DIA MUNDIAL DA TERRA

Sex, 22/04/2016 - 10:10


Vamos conservar o nosso planeta!
O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril.
A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição.
Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.
Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma árvore, convocar os amigos para ajudar a recolher o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios ... e muito mais pode ser feito.

O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta. Afinal esta é a nossa casa.
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Sáb, 16/04/2016 - 14:50

ABRIL
Brinca a manhã feliz e descuidada, como só a manhã pode brincar, nas curvas longas desta estrada onde os ciganos passam a cantar. Abril anda à solta nos pinhais coroado de rosas e de cio, e num salto brusco, sem deixar sinais, rasga o céu azul num assobio. Surge uma criança de olhos vegetais, carregados de espanto e de alegria, e atira pedras às curvas mais distantes – onde a voz dos ciganos se perdia.

EUGÉNIO DE ANDRADE In Os Amantes sem Dinheiro, 1950 


CASA NA CHUVA
A chuva, outra vez a chuva sobre as oliveiras. Não sei porque voltou esta tarde se minha mãe já se foi embora, já não vem à varanda para a ver cair, já não levanta os olhos da costura para perguntar: Ouves? Ouço, mãe, é outra vez a chuva, a chuva sobre o teu rosto.

EUGÉNIO DE ANDRADE Escrita da Terra, 1974


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Qui, 14/04/2016 - 20:33











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Dia Internacional do Beijo

Qua, 13/04/2016 - 19:27

O INSTANTE ANTES DO BEIJO
Não quero o primeiro beijo: basta-me O instante antes do beijo.
Quero-me corpo ante o abismo, terra no rasgão do sismo.
O lábio ardendo entre tremor e temor, o escurecer da luz no desaguar dos corpos: o amor não tem depois.
Quero o vulcão que na terra não toca: o beijo antes de ser boca.
Mia Couto, in “Tradutor de Chuvas”

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SEMANA DA LEITURA - ATIVIDADES

Qui, 07/04/2016 - 11:12

No dia 14 de março, veio à nossa escola o contador de histórias Matia Losego, que nos surpreendeu e prendeu com as suas histórias. A sessão contou com a presença das turmas 7ºC e 7ºD e as duas turmas do ensino vocacional.


Atividade realizada no dia 16 de março, no âmbito do projeto Eco-Escolas (As aves e a sua alimentação).



Realização do concurso “Mostra o que sabes” sobre a Fada Oriana, no dia 18 de março.


Trabalhos realizados na disciplina de História pelos alunos do 5º E (expositor na Biblioteca).





Trabalhos realizados na disciplina de Ciências Naturaispelos alunos do 7º ano (expositor na Biblioteca)

Atividade dos monitores com os alunos do 1º B ( uma história lida, uma ilustração).

Encontro com o ilustrador João Amaral, no dia 16 de março, promovido pela biblioteca, para alunos do 9º ano.

Leitura de poemas por alunos das turmas do 7º ano, atividade dinamizada pela professora Arminda Meirinhos.
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